Abrigo da memória

Abrigo da memória

Escrito em 13/05/2019
Catarina Duarte


Especial MArquE: a importância do museu para a memória e a identidade de Florianópolis


Resquícios de história e cultura. Um museu, por si só, guarda consigo aspectos diversos do passado, mantendo viva a memória de um povo. O Museu de Arqueologia e Etnologia (MArquE) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é lugar para se conhecer antepassados, objetos e figuras icônicas de Florianópolis, de Santa Catarina e até mesmo de outras regiões do Brasil.

Com mais de meio século de atividades, o MArquE possui atualmente um acervo volumoso: grandes salas abrigam cerca de 45 mil itens. Dentro do museu é possível encontrar uma variedade de peças arqueológicas como fósseis de sambaquis e intens da etnologia indígena, além de conhecer aspectos interessantes da cultura popular do estado e principalmente de Florianópolis. Ele abriga itens folclóricos de valor inestimável para a memória da cidade; cerca de 95% a 99% do material produzido por Franklin Cascaes, considerado um ícone na construção da identidade da Ilha e importante pesquisador da cultura da capital catarinense.



O MArquE abriga atualmente cerca de 45 mil itens, adquiridos ao longo de mais de cinquenta anos

Para preservar tamanho acervo existe um complexo trabalho de conservação e restauração. Quando novos objetos são recebidos, passam por intervenções de recuperação, se necessárias. Cada exposição realizada nos espaços do museu, exigem um cuidado especial para que nenhum dos itens sofram qualquer tipo de dano.

Com o episódio recente do Museu Nacional do Rio de Janeiro, diversos museus brasileiros passaram a evidenciar problemas causados principalmente pela falta de recursos. O MArquE também está resistindo às dificuldades orçamentárias enfrentadas ao longo dos anos e recentemente iniciou um movimento de paralisação para apresentar suas reivindicações e resolver problemas estruturais.

Conheça aqui um pouco mais sobre o que você pode encontrar dentro do MArquE e sua importância para a preservação da história e da identidade de Florianópolis.

História debaixo da terra - resgatando os sambaquis

No dia 29 de agosto de 2018, uma descoberta histórica no local de construção do elevado do Rio Tavares, em Florianópolis, virou notícia nos principais jornais e assunto dos moradores da Ilha de Santa Catarina. Lá foram encontradas ossadas humanas que se mantiveram preservadas por mais de um milênio. Mas para onde vão esses esqueletos quando são encontrados?

O MArquE tem um espaço que se destina a receber esses itens. Quando entram para o acervo do museu, a UFSC acaba dando endosso para a realização de pesquisas que podem desvendar importantes informações históricas sobre as populações que habitavam por aqui milhares de anos atrás. 

Luciane Zanenga Scherer trabalha no setor de arqueologia do MArquE, responsável por cuidar de itens como esses esqueletos. Especialista em ossos humanos, a arqueóloga também ajuda na retirada de objetos e levantamento de dados de escavações como a realizada no Rio Tavares. “Esse na verdade é o terceiro esqueleto que apareceu lá. Os anteriores sofreram o impacto das obras no local, mas esse último não, estava completo, depositado de barriga pra baixo e deu pra identificar que é um indivíduo adulto do sexo masculino. É claro que vamos fazer outros tipos de análise ainda, inclusive uma amostra será mandada para um laboratório nos Estados Unidos e então vai ser possível ter uma estimativa da idade daquele sítio arqueológico”, afirma Scherer.

O Sambaqui do Rio Tavares, onde esse esqueleto foi encontrado, é apenas um dos muitos que existem em Florianópolis e em todo o litoral catarinense. Os sambaquis são acúmulos de concha que chegavam a ter trinta metros de altura e eram utilizados por populações pré-históricas como um local onde se enterravam os mortos. Com o crescimento populacional e o avanço de construções, grande parte deles foi destruída ao longo dos anos. A arqueóloga Luciane diz que para a realização de escavações como a da recente descoberta sempre há desafios, mas quando se confirma a existência de itens históricos, a repercussão acaba sendo grande.

- “No Rio Tavares muitos diziam que não tinha nada e que a gente estava apenas atrapalhando as obras. O os arqueólogos que trabalharam lá chegaram inclusive a ser xingados. Mas quando apareceu o esqueleto, a repercussão foi tanta que a população fez até algumas brincadeiras relacionadas com a demora da construção do elevado, dizendo que aquilo nem era esqueleto pré histórico, mas era de operário que tinha morrido das obras que tem ali.”

Somente no setor de arqueologia, estão abrigados pelo menos vinte mil itens: ali estão artefatos de arqueologia pré colonial como os esqueletos - são mais de 100 esqueletos humanos completos - além de pedras lascadas, cerâmicas e ossos de animais. Para manter todos esses materiais em perfeito estado, é necessária uma série de cuidados, realizados em conjunto com o setor de conservação do museu. Mas Luciane chama a atenção para a falta de climatização adequada, um dos problemas que estão tentando resolver. “Esse ambiente aqui deveria ser climatizado. Até o momento não registramos nenhum problema com os ossos, mas nós temos que estar sempre alertas. Como é material orgânico, quando mais estável a umidade e temperatura melhor", lamenta a arqueóloga.

Esse setor do MArquE recebe diversos pesquisadores da UFSC que se dedicam ao estudo do acervo arqueológico. Existem também voluntários, pessoas que não conseguiram arrecadar recursos para realização de seus trabalhos. Por isso a equipe do museu batalha para conseguir aumentar os repasses destinados ao MArquE, para que tudo o que está ali não acabe se perdendo. E Luciane demonstra preocupação por conta de situações como essas: “temos que correr atrás de projetos por fora pra conseguir as coisas, por não termos uma verba fixa destinada para o museu. E a gente sabe que mais cortes devem ser realizados nos próximos anos, com cada vez menos dinheiro pra distribuir pra toda a universidade”.



Ossadas encontradas em Florianópolis

Memória manezinha - remontando Franklin Cascaes​

O artista florianopolitano Franklin Joaquim Cascaes, nascido em 16 de outubro de 1908, é símbolo da cultura da Ilha de Santa Catarina. A sua produção é vasta, e suas primeiras peças datam da década de 20, sendo uma série de esculturas retratando a Via Sacra. Dali em diante sua produção aumentou em número e em variedade artística, montando desde presépios com plantas naturais, até desenhos, maquetes, todos voltados para a cultura de Florianópolis.

Além do seu amor pela arte, Cascaes era um apaixonado pela Ilha. Uma série de diários produzidos pelo artista mostram o seu esforço para registrar cada aspecto da cultura da cidade. O museólogo do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE), Lucas Figueiredo explica que Cascaes tinha um propósito com suas obras: a perpetuação da memória, “Um motivo importante da produção dele era justamente perceber que a memória da cultura de Florianópolis tava indo embora por conta da modernização e então ele começa a fazer esse registro através de suas obras”.



Escultura de Franklin Cascaes que faz parte do acervo do MArquE

O MArquE é o principal guardião das obras de Cascaes, constando em seu acervo cerca de 1.700 obras do artista, entre esculturas, desenhos. Os diários onde ele escrevia as histórias que ouvia dos nativos e suas impressões da cultura e folclore, ficam também guardadas no Museu. Boa parte do conteúdo desses diários foram usados pelos pesquisadores para entender a obra do artista. Lucas Figueiredo conta ainda que presumem que no museu está praticamente toda a produção de Cascaes, já que ele nunca comercializou suas obras e durante anos, o próprio artista trabalhou em projetos e em obras de sua coleção dentro do MArquE. “Cascaes é um artista interessante, ele tinha consciência sobre a própria produção. Em vários textos ele diz que queria que fosse feito um museu de motivos folclóricos com a coleção que ele criou, então tentou de diversas formas, mas acho que ele não tinha a influência política necessária pra fazer isso e, quando percebe isso, doa toda a coleção para o museu”, comenta o museólogo.



Desenho de Franklin Cascaes que faz parte do acervo do MArquE

A restauração

As obras de Franklin Cascaes retratam o cotidiano do típico manézinho da Ilha, a pesca artesanal, as brincadeiras de criança, os folguedos do boi-de-mamão, Festa do Divino Espírito Santo, abordam a religiosidade e as lendas folclóricas das bruxas da Ilha. O acervo completo, atualmente, está condicionado na reserva técnica - um ambiente limpo, climatizado e com luminosidade controlada - onde recebe o tratamento adequado, garantindo a segurança das peças. As exposições das obras de Franklin Cascaes acontecem sazonalmente, já que é preciso criar todo um ambiente propício para que seja uma exposição segura, sem perigo de causar prejuízos nas peças.

“Fizemos uma exposição das obras do Cascaes em 2015/2016 que durou um ano. Isso só foi possível porque conseguimos fazer um projeto de exposição no qual a gente trocasse todas as obras duas ou três vezes. É preciso ter cuidado, deixar exposto é prejudicial pro acervo e temos que garantir que as próximas gerações tenham acesso a isso”, explica Figueiredo. Dos 45 mil itens, somente parte está na reserva refrigerada.


"É preciso ter cuidado. Deixar exposto é prejudicial pro acervo e temos que garantir que as próximas gerações tenham acesso a isso"

O museu possui acervos que têm ou não necessidade de permanecerem em um ambiente com pouca variação de umidade e calor. A restauradora do MArquE, Vanilde Ghizoni, fez no seu mestrado um estudo das esculturas em argila do Franklin Cascaes, e explica que as obras do artista necessitam ficar na área refrigerada e que, por muito tempo, o próprio Cascaes expunha suas obras sem cuidado no museu e que isso prejudicou a conservação das mesmas, “Com as variações de umidade aqui na nossa região, a camada pictórica rachava, a umidade entrava e expandia a argila. A gente restaurou as peças e colocou em um clima adequado”. 

O processo de restauração é complexo, preciso e requer paciência. Para restaurar uma peça é necessário uma série de estudos, desde os componentes utilizados na sua produção, até os que serão utilizados para sua recuperação. É preciso de um químico, um solvente específico, um tratamento próprio para cada peça. A restauradora Vanilde conta que nas peças de Cascaes, o artista usava, predominantemente, a argila não queimada e pó xadrez, que é feito à base de óxido de ferro e dá a cor a suas esculturas. E os desenhos eram feitos em papel comum. “Ele usava argila não queimada e esse material torna a peça mais frágil, então várias esculturas tiveram perdas, fraturas. O papel que o Cascaes utilizou eram normais, ácidos. Então se juntar com papéis ácidos ele se deteriora mais rápido. Então colocamos em papel alcalino para prolongar a vida do desenho. A gente sempre parte da intervenção mínima e de materiais reversíveis”, explica. 

Muitas pessoas que se arriscam a restaurar uma peça sem nenhum conhecimento sobre os materiais e as técnicas utilizadas e, por vezes, acabam fazendo trabalhos irreversíveis em cima de uma obra, danificando a criação de outro artista. “Eu não posso pintar em cima da pintura do artista. Então, para fazer uma restauração você coloca um material diferente do usado pelo artista, e apropriado para recuperar a peça. Porque no futuro, se for preciso mexer na peça novamente, você retira o material da restauração e não o material utilizado pelo artista”, conta a restauradora. Vanilde é restauradora há mais de 20 anos e fala da responsabilidade que é a restauração e conservação dos acervos de um museu, “É um trabalho com um patrimônio que não é teu, é da universidade e da comunidade. As pessoas às vezes acham que um museu é `guarda de coisa velha', mas não é isso. A gente é um guardião, se responsabiliza por peças que são propriedade da União. É um trabalho que exige muita responsabilidade”.



Ferramentas utilizadas no processo de restauração

Museu para quem?

A pesquisa Sistema de Indicadores de Percepção Social divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) em 2010 já abordava as percepções sociais dos brasileiros sobre a cultura. Segundo a pesquisa, 67,9% dos brasileiros nunca foram a museus e centros culturais.

Dentre as razões apontadas pelo entrevistados, à localização dos equipamentos culturais é um fator de afastamento de certos públicos, 62,6% dizem que os museus e centros culturais são distantes do lugar onde moram. Lucas Figueiredo, museólogo do MArquE explica que os centros culturais ficam afastados das periferias e que esse é um dos motivos para distanciar esse público dos museus, porém não os impede de terem acesso a cultura e criarem suas próprias memórias. “As pessoas têm contado suas histórias no lugar onde moram. A gente vê que tem crescido os museus de comunidade, os pontos de memória, os museus de favela. Não é porque as pessoas não querem visitar museus, elas, às vezes, não tem como visitar. Um museu que conta uma história que não diz nada sobre ela e ela quer mudar seu panorama. E entende que o lugar de fala dela também é importante e que o lugar que ela mora também tem história, também tem memória”.

Os Museus de Favela são construídos pelos próprios moradores das periferias com o intuito de contar e perpetuar suas histórias, valorizando a memória coletiva das comunidades. O Museu de Favela no Rio de Janeiro (MUF), por exemplo, foi fundado em 2008 por músicos, artistas de artes visuais, artesãs, jornalistas, lideranças comunitárias, entre outro profissionais formando um grupo de 16 pessoas. “O acervo são cerca de 20 mil moradores e seus modos de vida, narrativos de parte importante e desconhecida da própria história da Cidade do Rio de Janeiro”, apresenta a equipe do museu.

Dentre as razões também apontadas como obstáculos para frenquentar os museus no estudo realizado pelo IPEA, a "barreira social imposta pelo perfil do público que frequenta espaços culturais" foi muito comentada. Dos entrevistados, 56% concorda que existe essa barreira no acesso à cultura. A preocupação do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE) em criar um ambiente inclusivo é justamente na tentativa de aproximar, quebrar paradigmas e criar narrativas que consigam incluir todos os públicos. A equipe educativa do Museu relata que os esforços de inclusão são variados trabalhando na: acessibilidade física, comunicacional e atitudinal. “Temos uma preocupação de ampliar esses públicos e incluir pessoas que não se consideram parte dessas instituições. A gente tem barreiras simbólicas muito grandes em relação aos museus, então buscamos aproximar pessoas que não se consideram público para que elas percebam que também são parte dessa instituição e que tem direito a cultura que está aqui guardada”, explica Flora Bazzo Schmidt pedagoga do setor pedagógico do MArquE.

Outra questão diz respeito a relação de identidade do público e do próprio museu, são os acervos. Qual a representatividade que os acervos trazem para cada público de visita o museu? “As coleções tem uma história e a maioria é relacionada às classes dominantes que constituem esses acervos. Então é o que a gente considera que é valoroso de ser preservado. Mesmo com uma coleção que tenha essa questão marcada na sua formação, o tipo de mediação que a gente apresenta pode ser de uma forma que discuta esse acervo colocando criticidade, de pensar sobre essas coleções”, explica a pedagoga.

Ao falar em museus é muito comum as pessoas fazerem associação a algo chato, monótono. Porém, é preciso refletir o porquê desse pensamento, que muitas vezes é enraizado no senso comum da sociedade, perpetuando uma falsa impressão e criando preconceitos ao redor dos museus.


“Uma vez uma menininha de sete anos veio e no fim ela disse assim 'Nossa, esse museu é tão legal! Museu é sempre tão chato, né?!' e aí eu fiquei curiosa e perguntei 'Mas então quais outros museus tu já foi?' e ela respondeu 'Nenhum!!'. Então existe uma barreira simbólica, então a partir do momento que a gente aproxima essas pessoas a gente tem que pensar as formas que ela se sinta pertencente”, conta Flora.

O MArquE recebe, em média, quatro mil pessoas ao ano, somente em ações educativas, além de visitantes esporádicos do museu. Segundo o museólogo Lucas Figueiredo do museu, existe um mito quanto a falta de interesse dos brasileiro em relação a cultura a aos museus. “Temos um longo processo para desconstruir esse mito porque ele faz, de fato, as pessoas se afastarem do museus. Mas as pessoas tem interesse sim. A nossa cultura é interessantíssima, às vezes o que falta é comunicação, mostrar pro outro qual a relevância dessa cultura, o que ela impacta na sua vida?”

Flora Bazzi diz ainda que o esforço de tornar o Museu mais acessível é essencial, pois a cultura é um direito-humano e todos têm o direito de usufruir do museu, “Se tem uma coisa que me toca quando termino uma mediação, principalmente com crianças que vem de contextos que o acesso do museu é difícil, é quando elas perguntam “eu posso trazer meu pai aqui?”. Então você vê que construiu um lugar de pertencimento, de vontade de presença nesse espaço".


Museu nacional em chamas​

Por volta das 19h30 do dia 2 de setembro de 2018, o incêndio teve início e as chamas consumiram parte do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. O fogo só foi controlado no fim da madrugada do dia seguinte. O museu possuía o quinto maior acervo do mundo, com mais de 20 milhões de peças e, em seis horas de incêndio, perdeu 90% de todo seu acervo.

O Museu Nacional faz parte da estrutura da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e foi criado por D. João VI, em 1818, completando nesse ano de 2018, 200 anos de existência. 

Ele guardava peças extremamente valiosas para a história do Brasil e do mundo. Coleções de arte, artefatos, fósseis humanos e até de dinossauros. Acervos africanos, gregos e ameríndios viraram pó. Entre os itens mais raros perdidos no incêndio estava Luzia, o fóssil humano mais antigo das Américas encontrado no Brasil, com cerca de 11.300 anos.

Após três meses desde o acidente, autoridades ainda não identificaram a causa do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Sabe-se que a sua estrutura estava deteriorada e necessitava de reformas pois apresentava fios desencapados e paredes descascadas, segundo relatos de funcionários. Um dos motivos que fizeram com que o prédio histórico chegasse nessa situação foi a paulatina redução de verbas destinadas à manutenção do museu. O caso levantou grandes discussões sobre a falta de investimentos nos museus e o descaso com que se trata a história do país, promovendo diversos movimentos e manifestações em museus ao redor do Brasil.

MArquE em crise

No mesmo domingo em que aconteceu a tragédia do Museu Nacional a equipe do MArquE começou a se organizar. O clima era de choque, medo e mobilização. Na segunda-feira, a equipe do museu formada por 13 pessoas decidiu pela paralisação das atividades de ensino, pesquisa e extensão e o fechamento do Museu. No dia seis de setembro, é publicada, no site do museu, uma carta aberta à comunidade e à reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina explicando os motivos da manifestação. Os problemas estruturais causando falta de segurança para os acervos e para as pessoas, e sucessivas tentativas de diálogo com a reitoria da UFSC sem sucesso foram alguns dos diversos motivos elencados pelos trabalhadores do Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE).



Faixa de protesto feita pela equipe do MArquE na entrada do museu

“A falta de solução de nossas demandas, ou o encaminhamento de forma equivocada, nos faz refletir: O que a UFSC espera e projeta para o MArquE?” esse questionamento apresentado na carta publicada chama atenção ao descaso pelo qual o museu vem passando ao longo do anos. A instituição, que não tem orçamento próprio, precisa fazer pedidos à reitoria para manutenções e projetos que foram sucessivamente ignorados. A série de negligências culminou em goteiras, infiltrações e diversos problemas na própria construção do prédio, além do Museu não possuir autorização de funcionamento, estando irregular. “O nosso prédio foi inaugurado em 2012 e não temos alvará de funcionamento. Então se acontecer alguma coisa, quem vai se responsabilizar? Então, nesse sentido, resolvemos fechar o Museu até ter um alvará de funcionamento. Com a autorização dos órgãos públicos para o funcionamento do Museu. Porque além da perda do acervo mediante a uma tragédia, a gente também põe a vida das pessoas em risco e a gente não pode ser irresponsável a esse ponto”, explica o museólogo do MArquE, Lucas Figueiredo.


Serviço

O Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (MArquE) encontra-se na Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Universitário Reitor Professor David Ferreira Lima, próximo ao Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH) e ao Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI).

O acesso com veículo deve ser feito pela entrada oeste do Campus, localizada na rótula do bairro Carvoeira.

Fone/Fax: (48) 3721-9325

Endereço eletrônico: ufsc.mu.secretaria@gmail.com

Para agendar uma visita: educa.marque@gmail.com ou pelo telefone (48)3721 6421


Reportagem por: Daniel Sborz, Daniela Muller, Eduardo Melo e Eliza Della Barba
Fotos por: Daniel Sborz, Daniela Muller, Eliza Della Barba e  Divulgação/MArquE